sábado, 28 de julho de 2012

Até onde?

Semaninha confusa. Certas atitudes me fazem pensar acerca da importância dos relacionamentos... Fidelidade, um tema cruel. Para todas as partes envolvidas. De um lado, temos uma boa moça, um rapaz... e outra moça. Um relacionamento bonito onde o amor - segundo eles - prevalece. Será?! Ao que me consta, amor se constrói. Pelo menos pra ela. Aparece aquele estalo - sim, percebe de longe quando vai se apaixonar. É assim, óbvio. Logo de cara percebe que a pessoa é a medida exata do que ela quer, do que ela precisa. Aquela que veio de encomenda pra virar seus neurônios e mudar sua vida. E sim - ela tem medo disso. Ela tem medo de se apegar, de se apaixonar, de se entregar - e por consequência, se decepcionar. Quando ela o viu, teve certeza. Pensou com ela: "assim que tiver oportunidade, vou me apaixonar. Cedo ou tarde". Lutou contra, fugiu, tratou mal. Mesmo doendo, mesmo sabendo que um dia poderia perdê-lo. Mas as pessoas não ficam disponíveis assim pra sempre nas nossas vidas. Tem hora que cansa esperar, cansa lutar, cansa querer saber... Ele não se cansou. Mas não prometeu a ela uma vida juntos. Não prometeu nada - ela também não gosta de promessas, afinal, muitas delas acabam por se perder em meio às circunstâncias. Mas não desistiram um do outro. O interesse (que ao meu ver é e sempre vai ser o mais importante de todos) não era somente nas curvas do corpo dela. Era também nos estudos, no trabalho, no surf, no violão. Nas notas, nas conquistas, nas lutas... na família. Sabe de tudo o que acontece com ela, sabe seus endereços, seus telefones, conhece teus planos. Conhece o teu humor só pelo jeito de digitar, sabe quando e como ela vai se estressar. E o melhor? Tem paciência, tá junto, conversa... divide problemas - afinal um peso sobre dois ombros tem peso menor... e além de tudo, juntos podem arrumar soluções. Manda mensagem de madrugada... Por último, porém não menos importante - torce e pede a Deus por ela. O que vem adiante ninguém sabe...porque o futuro a Deus pertence. Mas de uma coisa ela tem certeza - se não deu errado até agora, de hoje em diante não há mais formas de dar errado. Conseguiram fazer com que um "caso de verão" ganhasse proporções maiores. Conseguiram vencer distâncias, proporcionar reencontros. Se um sentimento é capaz de produzir tamanha força, até onde ele pode levá-los?

:)

sábado, 21 de julho de 2012

Não só...


Ela queria não só alguém pra convidá-la pra ir a uma festa, ou a uma churrascaria, ou em um bar ou coisa do tipo. Não porque ela era chata, mimada ou seja lá o que esteja pensando... Estamos falando de uma mulher, e não de uma dama de companhia pra que seja exibida aos amigos dele. Mais do que isso, queria alguém que realmente se importasse com ela, com sua vida, suas experiências, suas notas da faculdade, que se fizesse presente a maior parte do tempo, que estivesse disposto a ouvi-la, a aconselhá-la, que lhe oferecesse colo, ombros, braços e apoio. Que quisesse o mundo dela, que fizesse parte dele, e mais do que isso – estivesse disposto a entrar no mundo dela, assumir seus sonhos, seus planos, partilhar dúvidas, projetos e ambições. Ela quer alguém que esteja ao lado dela em tempo real, e que mesmo longe, possa dizer: “Tô aqui pro que precisar”. Que esteja perto, que lhe dê confiança e lhe transmita segurança. Que possa escondê-la do mundo em seus braços, que possa dar um beijo em sua testa e lembrá-la que tudo vai dar certo, que tudo vai ficar bem. Não – ela não estava interessada na potência do som do seu carro, se ele foi rebaixado ou não, nos seus cartões de crédito... O conteúdo de sua carteira não importa, sabe por quê? Todo mundo tem seus momentos difíceis, seus dias de altos e baixos. Num dia, você pode estar lindo, belo, recheado de dinheiro e todas te querendo. Mas quero ver quem vai estar do seu lado quando você estiver com a barba por fazer, tiver batido o seu carro, tiver precisando de alguém pra cuidar de você quando estiver doente. Além disso, ao lado de uma grande mulher você pode crescer e ser um homem de verdade, pode amadurecer, evoluir e se consolidar. É tão simples! Quer alguém pra vida inteira? Esteja munido de caráter, honestidade, confiança, respeito e amor e paciência. Quer somente uma mulher pra gastar o seu dinheiro, seu fígado e andar no seu carro? É fácil. É só virar a esquina, ir em um bar, jogar um xaveco barato. Há milhões delas por aí.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Fidelidade de Sentimentos

Mais importante do que ser fiel ao seu parceiro... é ser fiel à si mesmo. Aos seus sentimentos. Ao longo da vida acumulamos diversas paixões. Eu mesma acredito ter várias, de verdade. Paixão de colégio, do clube, da faculdade. Mas são paixões, e nada além disso. O conteúdo de cada uma delas é superficial demais pra ter continuidade, pra ser aquele amor de verdade. Nenhuma delas me dá aquele arrepio, aquele frio na barriga, aquela saudade do beijo, da pele, do abraço. Nenhuma delas tem o peso suficiente pra não me fazer desistir. Nenhuma delas me mantém fiel. Falo disso porque todo mundo tem a oportunidade de se apaixonar de novo. Isso é fato. Não sei se eu enxergo de maneira diferente, mas geralmente as pessoas desistem muito fácil umas das outras. Relações que acabam em meses, e, quando você menos espera, um é estranho ao outro. E o amor? Acabou? Se acabou, meu amigo. É porque não era amor. A relação pode acabar por alguma desventura - seja ela a distância, algum problema entre o casal, brigas, ou o que for. Mas o amor - se for verdadeiro - ah, esse permanece. Por mais longe que um esteja do outro, os laços são mais fortes do que qualquer coisa. É mais forte do que você mesmo, é mais forte do que seus pensamentos, suas ações. Quando você vê, está dominado por ele e não há mais o que fazer. Por mais brigas que hajam - porque brigas acontecem porque um se importa com o outro. Você pode se apaixonar trezentas e oitentas vezes ou mais. Mas (felizmente ou infelizmente) vai sempre ter uma pessoa na qual você pensa antes de dormir. Aquela pessoa que você lembra ao ouvir sem querer aquela música no rádio. Nem que seja só de vez em quando, e quando pensar nela você vai dar aquele sorrisinho besta. Vai lembrar e de alguma forma agradecer por ela ter te proporcionado alguns momentos maravilhosos. Por mais longe e por mais tempo que você esteja sem falar com ela - você sempre vai lembrar e vai levar a lembrança dela com você, dentro do peito, do lado mais bonito do coração. Por mais que você esteja em outra relação, bem, tranquila e feliz. Vai ter sempre alguém que te arranca sorrisos por aí, que mesmo que você não queira - consegue ainda te fazer suspirar e pedir a Deus para que ela continue iluminando o mundo com seu jeito, caráter... e sorrisos.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Para as estrelas

E então ela abre a janela... e fica a contemplar o céu. Estrelado, ele lhe demonstra a grandeza do universo. Como se lhe dissesse que tudo o que passou não chega nem na metade da imensidão do que estaria por vir. Como se lhe dissesse: " Menina, acalma teu coração. Ainda é cedo para que te preocupes. Deixe que a vida te leve, não adianta querer conduzir por si só. Entenda que é tolice perder tempo, saco e energia com situações que não te levam a nada. O mundo é grande...mas o tempo é curto. Trilhe seu caminho com vontade, com fé... com força. Nada nem ninguém no mundo pode tirar tudo aquilo que é destinado a você.! Somente à você."
Assim, meio pasmada, caiu em si e fechou a janela. Incrédula, disse a si mesma: "Ou eu estou ficando louca, ou eu realmente falei com as estrelas!"

E então adormeceu. E dormiu uma noite repleta de sonhos.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Clichês

Em datas comemorativas é normal as pessoas se confraternizarem, é normal todo mundo desejar paz, harmonia e aquele monte de coisa bonita que a gente vê na TV, nas redes sociais e em todo lugar. Mas porque será que isso acontece? Chega o Natal e o Ano Novo, todo mundo vira amiguinho de todo mundo? HÁ. Todo mundo quer ser do bem, fazer o bem... que lindo. Mas vou te contar uma coisa, caro leitor. Tudo isso é lorota. Durante os 365 anos correntes, são poucos os que estão do seu lado fazendo valer esses valores de paz, harmonia e blá blá blá. Não é nada pessoal, acho até bonitinho, nos outros. Mas não fico dizendo pra Deus e o mundo 'ah, seja feliz' porque seria pura hipocrisia da minha parte. Não que eu não queira a felicidade de tudo e de todos. Longe disso, mas todo esse amor que parece surgir na época das festas é passageiro. Em breve voltaremos à rotina das indiretas, das brigas, dos atritos e similares. Não que o ser humano seja por si só maquiavélico, mau e briguento. Não é 100%, mas se esforça para mudar. Mas esse amor que ele transparece no Natal é pura lorota. Por isso que não gosto de festas de Natal. Ceia, a família toda reunida... Não me desce. As pessoas mal se importam com você o ano inteiro e depois vem te abraçando, te dando presentes, dizendo como você cresceu, e você ali tendo que aturar esse clima de falsidade de pessoas que na verdade não se importam com você. Eu não estou nem aí. Não fico abraçando todo mundo, não fico levantando a bandeira da paz e da solidariedade no fim do ano, simplesmente porque paz, harmonia, prosperidade são valores que tem de ser lembrados o ano inteiro, todos os dias. São metas a serem alcançadas e cultivadas no dia a dia, e não somente em datas comemorativas. Podem me chamar de chata, anti-social, rabugenta, o que for. Posso ser tudo isso, menos hipócrita. Se você quer que sua vida seja repleta de paz e amor e blá blá blá, PLANTE. Os frutos vem naturalmente. É no dia a dia que a gente vê quem faz a diferença, quem luta para amenizar brigas, lutas, conflitos e acidentes. São essas que tem o meu abraço, o meu "Feliz Natal", com toda a segurança e verdade que pode haver ao desejá-lo. Um Feliz Natal e um prósprero 2012 para todos aqueles que fazem a diferença.
Boas Festas!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Em um fim de semana qualquer, assim, como quem não quer nada, eis-me aqui a escrever. No sentido mais hipócrita da palavra, hoje, por minha própria vontade, estou em casa. Sozinha. Hoje, só por hoje eu não me permito ficar à toa... hoje a quem me dedico são meus próprios anseios. Nada de colo pra ninguém chorando por causa de seus respectivos namorados, nada de ouvir nem de falar de um sobre o outro querendo passar por cima dos seus próprios egos. Falo isso porque eu também tenho meus planos, e assim como todo mundo preciso de tempo pra mim. Pra organizar, planejar, traçar metas. O fato de você estar sempre à disposição dos outros pra resolver N situações coloca você mesmo em segundo plano. E isso não pode acontecer.

Não é um gesto egoísta, mas de cuidado consigo mesmo. Quando as pessoas te procuram pra desabafar, conversar, comentar sobre algo (vamos dizer algo porque na realidade é sempre comentar sobre pessoas, ou melhor dizendo, falar mal das mesmas). Eu fico imaginando o porquê disso. Eu devo ter um quê de caixa de tesouro onde cada um deposita sua dose de veneno e espera que eu guarde pra mim pelo resto dos meus dias. O que na verdade pode até acontecer, mas quem paga um preço muito alto por isso sou eu mesma. Cada 'segredinho' que você guarda dos outros tem um peso, que lhe será cobrado cedo ou tarde. Aquele velho ditado 'aqui se faz, aqui se paga' não deixa de ser verdade. É a chamada lei de ação e reação, à medida em que você acha que está tramando pra alguém, mais dia, menos dia o mundo gira, a situação mudou e quem será a vítima da tramóia é você, caro leitor. Mais uma vez, venho aqui para ninguém ler que não existe nada, absolutamente NADA que possa ser feito escondido. Quanto mais você pensa que está enganando, mais está sendo enganado por si mesmo, e que atitudes desse tipo são tidas como infantis por muitas pessoas.
Quando há a compreensão de que não é necessário que ninguém se vingue de ninguém, simplesmente pelo fato de que não é necessário mover uma palha para prejudicá-la. Partindo do princípio 'aqui se faz, aqui se paga', a própria VIDA se encarrega de dar-lhes sua punição, e não demora muito. Então vigie suas ações, decore teus caminhos, as oportunidades aparecem à medida que merecemos. Então comece hoje, levante agora e trace seus planos e metas ;)

That's all folks ;*

quinta-feira, 10 de março de 2011

Conversas aleatórias

Digamos que eu esteja inspirada hoje e esteja afim de falar de amor! Ou algo do tipo.

Um dia qualquer, eu, quieta e parada olhando pro nada comecei a me perguntar... qual a diferença entre o amor e o sentimento de posse?

Leia-se: possessão no sentido do apego às coisas ou pessoas. Vejamos. Alguém que é totalmente apegado às suas coisas, que não consegue se desfazer delas, sofre de algum tipo de distúrbio... não sei dizer ao certo qual, mas sofre.

Eu assisti um caso desses um dia na televisão, num desses documentários inacreditáveis. Uma senhora tinha uma casa que era repleta de entulhos, um monte de coisas inúteis, a casa era cheia de poeira, tranqueiras, coisas velhas, enfim. No dia da limpeza ela chorava muito por tudo que estava sendo jogado fora. Sapatilhas que ela guardava desde a adolescência, estava tudo "guardado", ou melhor dizendo, "abandonado" dentro daquela casa. Ela andava por entre a sujeira, em meio ao caos que a própria casa vivia. Só pra constar, a mulher morava na casa. Dá pra entender? Além de andar em meio a sujeira, ela ia ao banheiro, cozinhava ali, vivia ali. Não dá pra imaginar. Era tranqueira e sujeira pra todo lado, a casa era grande, mas ela não chamava ninguém pra ajudar na limpeza. Resultado: já que ninguém se importava nem com ela, nem com seu bem estar e muito menos com a casa, ela foi ficando largada, jogada às traças e desenvolveu uma doença grave, que foi observada por sua filha ao longo de algumas visitas.

Quando ela viu o estado da sua mãe ali, ao léu, pensou seriamente que ela estava morta. Sua mãe lá dormindo e ela parada, estática. Acordou-a, ela estava aparentemente bem em sua cama, mas precisava de cuidados. Levou-a ao médico, diagnosticaram a doença que por ora eu não sei dizer qual é, mas deve ser tipo 'distúrbio do apego' ou sei lá. Quando voltaram pra dar uma geral na casa, a dificuldade que essa senhora tinha para se livrar dos seus 'bens' materiais era tanta que a cada tranqueirazinha que era jogada fora era um tormento. A mulher chorava, gritava. Parecia que estavam batendo nela, sentia muitas dores. Não sei que tipo de dor é essa, mas eu posso imaginar. Às vezes eu me imagino olhando para o passado, como um flashback e penso: em quais dos caminhos se perderam a maioria das minhas coisas?

Provavelmente eu quebrei a maioria delas ou perdi, desastrada e desligada do jeito que sou. Mas se eu fosse um pouco mais cuidadosa com o que é meu, talvez teria tudo o que eu tenho hoje? Aí é que está. Em que medida você tem cuidado consigo mesmo e com o que é seu? Aonde estão aqueles CDS do seu artista favorito, pode ser aí de Gerasamba à BackstreetBoys. Onde está aquele Videocassete velho que você assistia filmes de James Cameron, A família Buscapé ou o Brinquedo Assassino? Muitas das suas coisas ou pessoas se perderam em meio à estrada. Tudo isso nos remete à alguns momentos, e nada mais do que isso. A dança da vida é essa, é esse o movimento, nada é pra sempre e momentos são únicos, guarde na mente e no coração tudo o que lhe importa. O resto, jogue fora. Não acumule tralhas que te impedem de crescer. Ás vezes esse ritmo é lento, por vezes acelerado. O que há de ser feito é saber dançar conforme a música, e não se deixar abalar. Perdas e ganhos virão, altos e baixos também. Sonhos frustrados, planos pela metade. Saiba planejar suas metas, trilhá-las e construir dia após dia um futuro. Por que não importa quanto você se importe com suas particularidades do passado, o mundo está em constante renovação, e não vai parar só porque você está atrasado.

Á medida que vamos crescendo, vamos trocando de 'pele'. Na escola, usamos uniformes, 'faziamos' aula de piano, violão, teclado, futebol, natação, ballet, axé. Tinhamos fãs clubes. Ou pouco o que fazer. Qual dessas coisas afinal de tudo isso, você usa/faz hoje em dia? Em meio à coisas velhas, medalhas, troféus dos campeonatos regionais, uniformes de times, aquelas camisetas dizendo 'Iron Maiden', aquela modinha de música eletrônica dos clubbers, dos grunges, dos metaleiros, dos punks, em qual desses grupos você se encaixava? Algum desses estilos tem influência na sua vida hoje em dia? Acredito que aquele cabelo de corte channel que você achava o máximo, hoje não tem mais a sua cara. Aquele piercing na orelha, na transversal, você usaria, hoje, com 25 anos de idade? De quantas tatuagens você se arrependeu de fazer? Arrependimento não mata, mas pode ser um grande instrumento de comparação. Naquela idade era emocionante, hoje, já não tem mais aquela empolgação. o tempo passa, as coisas mudam e promessa de amizade eterna também muda. Quantos dos seus amigos de infância você mantém contato até hoje? O tempo e as pessoas/caminhos novos (as) te afastam uns dos outros. Se não houver uma ferramenta importante chamada SENTIMENTO envolvido, relacionamentos, sejam eles quais forem, se perdem. E é bem por aí. Tudo isso se chama movimento, e cabe a cada um saber seguir.

Pegue o passado, queime-o e deixe-o ir.

That's all folks.

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