É, aquele fogo que arde, queima e vai embora.
Um dia sim, no outro não.
Um dia aquela vontade imensa...
O beijo que ainda ficou nos lábios, a saudade e aquela ânsia do abraço.
Mas a unica incógnita é: porque diabos ela vem, e vai embora?
Só não compreendo que no quesito: 'pessoas', paixões são muito oscilantes.
Pelo menos comigo.
Não sei se pode ser chamada de sentimento...
Ou combustivel.
Paixão pelos sonhos, pela vida, pela imensidão, pelo céu, pelas pessoas, por toda e qualquer criatura viva...
E como dizia Florbela Espanca...
Amar ao mundo... e não amar ninguém!
Ser apaixonada por tudo que é, por toda gente!
É, não cabe aqui dentro.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Reflexo
E ela olha pra cima e pra baixo, na ânsia do sono passar.
Fala consigo mesma na frente do espelho, pra passar o tempo.
Horas a fio, o telefone não toca, a mensagem não chega.
Acende um cigarro na janela, olha as estrelas brilharem e apagarem ao longo da noite.
Tudo aquilo antes tinha tanto significado, o que será que aconteceu agora?
Cabeça a mil, as pernas dóem tanto que parece que jogastes quinze partidas de basquete.
Não consegue esquecer, já não come mais, já não sai mais.
A imagem que vê hoje no espelho já não é a mesma de meses atrás.
Os sonhos e fantasias que antes tinha, hoje já não tem mais.
Hoje ela procura pelo espelho que se perdeu sua face.
Fala consigo mesma na frente do espelho, pra passar o tempo.
Horas a fio, o telefone não toca, a mensagem não chega.
Acende um cigarro na janela, olha as estrelas brilharem e apagarem ao longo da noite.
Tudo aquilo antes tinha tanto significado, o que será que aconteceu agora?
Cabeça a mil, as pernas dóem tanto que parece que jogastes quinze partidas de basquete.
Não consegue esquecer, já não come mais, já não sai mais.
A imagem que vê hoje no espelho já não é a mesma de meses atrás.
Os sonhos e fantasias que antes tinha, hoje já não tem mais.
Hoje ela procura pelo espelho que se perdeu sua face.
terça-feira, 10 de junho de 2008
A encenação
Parece que se passaram vinte anos.
Mas não faz muito tempo.
Vinte maneiras de descobrir quem, dentre nós é o responsável por sermos quem somos hoje.
Vinte maneiras de descobrir quem foi infiel e quem foi o primeiro a beber o ponche que estava no sótão.
Precisamos voltar e refazer os tempos.
Uma necessidade maior do que podem enxergar os nossos olhos.
Junte-se a nós, sente-se e assista o circo pegando fogo.
É o começo de uma ameaça ao coração.
Esse é o preço que pagamos por tentar desvendar nossos mistérios.
Uma verdade sua, minha, dele, dela. Nossa.
As diretrizes de ontem não são as mesmas de hoje.
Somos as mesmas pessoas, temos os mesmos nomes e sobrenomes, mas os caminhos se dispersaram e hoje nos desconhecemos.
Aquele ali na foto na parede foi o responsável pelo fim do espetáculo. Ele fechou as cortinas.
Aquele ali no canto, perto desse outro representava o começo. Ele era sempre o primeiro a chegar.
Aquela ali chegando com cara de assustada era quem dava ritmo à brincadeira.
Aqueles dois ali eram os altos e baixos... as partes mais emocionantes eram eles que montavam.
Aquele ali era a dúvida. Ele sempre soube que daria nisso que somos hoje.
Mas ainda tinha a esperança e a confiança. Elas nunca desistiam. Sempre persistentes, acreditando em todos nós.
E o grande final é o resultado de tudo o que nós esperávamos.
Cada um no seu rumo.
Cada um no seu espaço, acreditando que a distância é a melhor solução.
Clap clap clap.
Mas não faz muito tempo.
Vinte maneiras de descobrir quem, dentre nós é o responsável por sermos quem somos hoje.
Vinte maneiras de descobrir quem foi infiel e quem foi o primeiro a beber o ponche que estava no sótão.
Precisamos voltar e refazer os tempos.
Uma necessidade maior do que podem enxergar os nossos olhos.
Junte-se a nós, sente-se e assista o circo pegando fogo.
É o começo de uma ameaça ao coração.
Esse é o preço que pagamos por tentar desvendar nossos mistérios.
Uma verdade sua, minha, dele, dela. Nossa.
As diretrizes de ontem não são as mesmas de hoje.
Somos as mesmas pessoas, temos os mesmos nomes e sobrenomes, mas os caminhos se dispersaram e hoje nos desconhecemos.
Aquele ali na foto na parede foi o responsável pelo fim do espetáculo. Ele fechou as cortinas.
Aquele ali no canto, perto desse outro representava o começo. Ele era sempre o primeiro a chegar.
Aquela ali chegando com cara de assustada era quem dava ritmo à brincadeira.
Aqueles dois ali eram os altos e baixos... as partes mais emocionantes eram eles que montavam.
Aquele ali era a dúvida. Ele sempre soube que daria nisso que somos hoje.
Mas ainda tinha a esperança e a confiança. Elas nunca desistiam. Sempre persistentes, acreditando em todos nós.
E o grande final é o resultado de tudo o que nós esperávamos.
Cada um no seu rumo.
Cada um no seu espaço, acreditando que a distância é a melhor solução.
Clap clap clap.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
A não ser que o fim...
Esteja próximo.
Vamos discutir o que é importante tirarmos das ruas.
Vamos discutir se é importante retirar outdoors e anúncios das avenidas.
Vamos falar sobre arte? Vamos.
Vamos discutir se é importante levar cultura às classes mais pobres... pra ser mais exata, ao metrô.
Há um tempo, ao transitar pelos corredores do Metrô de São Paulo, podíamos nos deparar com obras de arte de alguns artistas contemporâneos. Confesso que é um adicional pra cultura paulistana, visto que estamos rodeados de gente desinformada e sem cultura.
Mas, quem procura arte de verdade vai ao metrô? Convenhamos que não. Arte, a menos que seja de rua, deve ser apreciada nos locais devidos pra isso, como museus, pinacotecas e afins. No metrô, o máximo que conseguiram foi uma grande desaprovação de muitos usuários do metrô... Pode-se confirmar isso somente folheando o livro de visitas localizado próximo às obras, com um excerto de uma menina, que pelo estilo do texto aparentava uns dezesseis anos... Falou sobre Axl Rose e a respeito da infância do mesmo... Como ele foi molestado pelo pai e afins, disse uma série de coisas que não convém colocar aqui, somente o descaso relacionado à arte no metrô já foi suficiente pra notar como a arte exposta no lugar errado e na hora errada foi um grande deslize da Prefeitura Municipal.
Grandes artistas, grandes nomes do cubismo como Marcel Duchamp sendo defasados com a ignorância de muitos que não sabem apreciar tais obras.
Ofensas, comparações ridículas e zombarias dignas de quem realmente não entendia a grandeza de semelhantes presentes dos artistas.
Vamos discutir então, senhor Ministro da Cultura, sobre como deveria ser utilizada a verba pública... se é investindo na educação, empregabilidade e na saúde ou se é investindo na cultura fora de hora e lugar, partindo do preceito que, se for pra investir, que tenha retorno da população e que realmente valha a pena.
Vamos discutir o que é importante tirarmos das ruas.
Vamos discutir se é importante retirar outdoors e anúncios das avenidas.
Vamos falar sobre arte? Vamos.
Vamos discutir se é importante levar cultura às classes mais pobres... pra ser mais exata, ao metrô.
Há um tempo, ao transitar pelos corredores do Metrô de São Paulo, podíamos nos deparar com obras de arte de alguns artistas contemporâneos. Confesso que é um adicional pra cultura paulistana, visto que estamos rodeados de gente desinformada e sem cultura.
Mas, quem procura arte de verdade vai ao metrô? Convenhamos que não. Arte, a menos que seja de rua, deve ser apreciada nos locais devidos pra isso, como museus, pinacotecas e afins. No metrô, o máximo que conseguiram foi uma grande desaprovação de muitos usuários do metrô... Pode-se confirmar isso somente folheando o livro de visitas localizado próximo às obras, com um excerto de uma menina, que pelo estilo do texto aparentava uns dezesseis anos... Falou sobre Axl Rose e a respeito da infância do mesmo... Como ele foi molestado pelo pai e afins, disse uma série de coisas que não convém colocar aqui, somente o descaso relacionado à arte no metrô já foi suficiente pra notar como a arte exposta no lugar errado e na hora errada foi um grande deslize da Prefeitura Municipal.
Grandes artistas, grandes nomes do cubismo como Marcel Duchamp sendo defasados com a ignorância de muitos que não sabem apreciar tais obras.
Ofensas, comparações ridículas e zombarias dignas de quem realmente não entendia a grandeza de semelhantes presentes dos artistas.
Vamos discutir então, senhor Ministro da Cultura, sobre como deveria ser utilizada a verba pública... se é investindo na educação, empregabilidade e na saúde ou se é investindo na cultura fora de hora e lugar, partindo do preceito que, se for pra investir, que tenha retorno da população e que realmente valha a pena.
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